Pensando Bem, a unidade está na Palavra.

Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” Atos 17: 11.

Um comportamento tem me chamado a atenção em nossos dias. Poucas pessoas cultivam um espírito de discernimento, poucos procuram questionar com mais profundidade a realidade e os fatos do nosso cotidiano. A superficialidade tornou-se regra – algo muito perigoso quando esse comportamento é também aplicado à Palavra de Deus.

Se no mundo este é um comportamento produzido, aceito e esperadopor e para o bem dos sábios e poderosos deste mundono caso dos cristãos é inaceitável, além de ser desastroso para a vida. Não ter critério de avaliação em relação a tudo que nos chega de um mundo caído é no mínimo ingenuidade, para não dizer preguiça e indolência.

Quando este critério abandonado está diretamente ligado à palavra de Deus, o que se segue é o desastre que diariamente podemos constatar: o fato de que não são poucos os crentes que têm se convertido em gado para manipuladores e escravagistas, senhores feudais da religião, escravizando pessoas pelas quais Jesus verteu Seu sangue para libertá-las.

A impressão que podemos ter é que a mente e o espírito de boa parte das pessoas entraram num estado indolente e pouco vigilante, tal como o cenário descrito por Jesus na parábola das 10 virgens, na qual descreve a volta do noivo e o sono desastroso. E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram (Mateus 25:5).

As pessoas parecem estar embriagadas de sono, e este tipo de comportamento pode ser fruto de um pensamento, ou de uma disposição prévia produzida pela lei do menor esforço, conhecida pelo inimigo de nossas almas, que a partir de seu império de trevas neste mundo, tem nos ensinado a apreciar. Somos a geração do controle remoto, da poltrona do papai, do microondas, do carro automático, do velcro e por ai vai.

Porém, o problema tende a piorar quando a preguiça se instala em nossa mente e em nosso espírito, nos tirando a disposição para avaliar e sujeitar todas as coisas ao Reino de Deus, dando razão à palavra de Deus que nos exorta a caminhar no sentido contrário à indolência. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” 1Pedro 5:8.

Ora, podemos nos questionar: Por onde satanás começaria seu banquete? O livro de Gênesis, capítulotrês, nos dá uma pista segura, e por esta razão, ao menos para mim, não tenho dúvidas de que o paladar gastronômico satânico tem como iguaria predileta o pudim que tem se tornado o cérebro de muitas pessoas. Existe um processo em curso de cozimento em banho Maria, preparando aos poucos de forma lenta e gradual as consciências das pessoas sem que elas atentem para este fato.

Quando olhamos para a degradação humana e seus valores, podemos pensarse não estivermos cansados demais para istocom o objetivo de discernir este processo. Como a situação chegou a este ponto? Por onde, conceitos tão avessos ao Reino de Deus se estabeleceram em nossa sociedade e também no seio de nossas igrejas?

Também não tenho dúvidas em responder que tudo isto se deu por meio de sugestões lançadas de forma insistente em nossas cabeças, como meio de transformar nossas consciências em iguarias para o inferno. Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” Colossenses 2:8.

Quando olhamos para este texto de Colossenses, fica evidente que as redes do inferno são tecidas com o pensamento dos sábios deste mundo. É importante ressaltar que isto não é feito pelos ignorantes, incultos e iletrados. São os pensadores que de forma sutil conseguempela autoridade depositada sobre seus ombros e dada pelo mundomudar a cabeça das pessoas, usando vários meios para isto.

Os tais buscam sustentar-se na tradição que com o passar do tempo eles mesmos criam, ignorando que, se seus pensamentos não expressam o pensamento de Deus, é na verdade, não um tiro no pé, mas na cabeça. Por esta razão, os que pensam saber alguma coisa sem saber, na verdade são ignorantes e loucos. “Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?” 1Coríntios 1:20.

Sim, as setas do diabo são feitas de sugestões nas nossas mentes, como fez com Eva no Éden.

Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” Gênesis 3:1. Como podemos perceber pelo texto, por meio de uma questão, satanás sugere um pensamento a Eva.

Num segundo momento estas setas têm a capacidade de inflamar o nosso coração, que se deteriora a ponto de aceitar a possibilidade de Deus ser um mau caráter, como aconteceu com nossos pais nos Éden, rompendo assim com as fronteiras do amor, do relacionamento e da confiança em Deus, e por consequência, rompendo com a vida.

Mas como isto começa? Tudo não passa de uma guerra de palavras, uma é a palavra de Deus, a outra é aquela que se contrapõe vindo diretamente do inimigo de nossas almas, como palavra do inferno, fato que podemos verificar nestas duas falas ainda em Gênesis 3. “É assim que Deus disse?” (Gênesis 3:1b). E em seguida: “Então, a serpente disse à mulher:” (Gênesis 3:4ª).

Deus já havia dado sua palavra sobre como o homem deveria viver no Éden. Entretanto, tendo como propósito distorcer a palavra de Deus, a seguir, a serpente introduz outra palavra, vinda de si mesma, cujo objetivo era lançar sobre Eva, um pensamento que duvida sobre o caráter de Deus, e por consequência, sugere que Deus é um mentiroso.

Precisamos lembrar que as vozes do inferno são astutas e buscam na semelhança com as coisas e as palavras de Deus um meio para o engano. A semelhança, aliada à desatenção, encontram o ambiente ideal para prepararem suas armadilhas. Por esta razão a serpente faz menção à palavra de Deus, ao mesmo tempo em que, maliciosamente, introduz as suas distorções. Pois Deus não havia dito ( … Não comereis de toda árvore do jardim? Gn 3:1b), como a serpente sugeriu, antes Deus havia dito ( …E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem:De toda árvore do jardim comerás livremente … (Gn 2:17).

As coisas não mudaram muito em nossos dias. É comum verificarmos atualmente, a atuação de homens mais desonestos que a serpente, tendo em vista que evocam para si a aparência do bem, enquanto a serpente era conhecida de todos no jardim por sua sagacidade e astúcia. Os tais embusteiros, paramentados com peles de cordeiro da marca Armani, transfigurando-se em ministros de Cristodo mesmo modo que satanás se transfigura em anjo de luze comercializam com a alma das pessoas.

Estes falsos obreiros de Cristo, que se apropriam e deformam a palavra de Deus como fez a serpente, aprisionam mentes incautas e desatentas. Deus saberá como tratar com eles: E também houve entre o povo, falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentinos perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita (2Pedro 2: 1 a 3).

A grande ironia disto tudo é que recentemente tenho sido questionado por muitas pessoas sobre a fidelidade de um filme lançado pouco tempo nos cinemas brasileiros. Trata-se de um filme estrelado pelo premiado ator Russell Crowe que esteve recentemente em nosso país portando-se de forma pouco elegante.

O filme em questão trata de uma das passagens mais conhecidas das Escrituras Sagradas narrada no Gênesis, o dilúvio, e tem por título o nome do personagem principal, Noé. O filme gerou uma grande expectativa antes de seu lançamento no meio cristão, que o aguardou com certa ansiedade. Com sua estreia, alguns se decepcionaram pelo fato de que, como dizem alguns estudiosos, o filme teve mais relação com o mito de Gilgamesh do que com o texto bíblico.

Isto gerou uma revolta nos crentes que me questionaram sobre o filme. Ah! Como eu gostaria que os cristãos mantivessem o mesmo cuidado e espírito vigilante diante de seus púlpitos aos quais se submetem constantemente. Porém, a inversão é tão louca que eles se contentam e às vezes até buscam o entretenimento dentro das igrejas, ao passo que esperam encontrar fidelidade bíblica nos cinemas.

A palavra de Deus é que nos une, pois só ela pode nos vivificar para sermos participantes do Espírito Santo de Deus. Que o Senhor nos dê a Graça de respeitarmos a Sua palavra como os Bereanos, e se alguém não tem o Espírito de Cristo esse tal não é Dele (Rm8:9b), não tem nada a ver com Cristo e nem comigo; negociar isto é pertencer a um clube cristão e não ao corpo de Cristo.

Alexandre. CLIQUE AQUI E CURTA A PÁGINA DO AUTOR NO FACEBOOK

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