“Por que a maioria dos evangélicos não querem o Evangelho”? (parte 3/3)

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(continuação…) Esta realidade de que somos apenas humanos é facilmente aceitável do ponto de vista dos discursos; aceitamos nossa fragilidade de modo superficial, porém isto logo é negado por nosso jeito de viver, e por nossa notável fé em nós mesmos. Se não fosse assim, como poderíamos explicar a loucura de depositar toda a nossa confiança em um ser tão frágil, inconstante e que está o tempo todo ameaçado pela morte, se não pelo fato de que abraçamos a estupidez de nos vermos como deuses?

Isto só se torna possível pela obstinação do velho homem em não enxergar a verdade. Por esta razão, este homem, sem perceber, passa a viver na dimensão daquilo que talvez seu mundo secular, pragmático e empírico mais critica, ou seja, um viver sem concreções e sem lógicas, aquilo que gosto de chamar de fé às avessas.

Gosto de nominar esta pseudofé desta forma para tentar ser menos grosseiro, pois no fundo jamais poderíamos associar isto à fé, mas sim à burrice. Vivendo pela estupidez da fé às avessas, ou seja, a fé no homem, este sistema organizacional do mundo mergulha em uma armadilha paradoxal, que nega as suas próprias bases de rebeldia contra Deus.

Pois quem em sã consciência confiaria de modo lógico, seu futuro, sua vida, o bem do planeta, ou o que quer que seja, a um ser tão fraco e ao mesmo tempo tão prepotente, algo que aumentaria ainda mais os riscos, como é no caso do ser humano? Mas é o que fazemos, dando crédito à mentira. A loucura é tanta que muitos confiam a própria salvação às capacidades humanas, ao passo em que desconfiam das capacidades do amor de Deus. Do Deus que disse:

“Esta consumado”.

Na verdade, o mundo não vive pela lógica ou pela razão como advogam seus sábios de araque, são burros na verdade. Por isto, o mundo vive pela fé burra e pelo devaneio do homem de querer ser quem não é – de querer ser Deus. O estilo de vida de nossa sociedade nos infla em direção à autodivinização, que até aceita a ideia de um deus, desde que Deus seja eu. Por esta razão o Evangelho é odiado. Apenas o “outro” Evangelho é aceito. Um evangelho sem cruz, sem a morte do velho homem. Um evangelho do deus diabo, do deus do medo, do deus que escraviza, do deus patrão, do deus mentira, do deus da religião.

Mas a palavra de Deus nos exorta a buscarmos em Deus por sua Graça a firmeza dos mancos, dos fracos, dos que não são. Para que Deus seja nosso tudo, jamais confiando em nós mesmos e sempre com o espírito cauteloso daqueles que mesmo pensando estar em pé, tomam cuidado para não cair. Orando sempre no espírito, para que o Senhor nos firme na proclamação do evangelho louco do Cristo crucificado. “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino. Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. 2 Timóteo 4:1-5. Amém.

Na graça bruta dAquele que nos sustenta,

Alexandre.

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