“Por que a maioria dos evangélicos não querem o Evangelho”? (parte 2/3)

Young man cutting nose with scissors, side view, close-up

(continuação…) Satanás faz isto gerando inimizade entre os homens e Deus, pois onde a comunhão com o Deus que é amor, se quebra, o medo se instala. Outra ferramenta bastante utilizada por ele é a mentira, a ilusão como forma de aprisionar as pessoas, enquanto que Deus, se vale da verdade para libertá-las. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32.Porém, quem quer saber a verdade para ser liberto?

Depois da queda, o velho homem virou amante da mentira, das tangas e dos disfarces. Rejeita a verdade, pois, a verdade, passa necessariamente pela cruz, e a cruz significa o seu fim. A partir disto que chamamos de queda, o velho homem passa a ver em Deus um inimigo, do qual busca se proteger em esconderijos (Gn 3:10) os mais diversos possíveis. Pode ser na esbórnia ou na vida de cidadão bem-comportado, no terreiro de macumba ou até dentro das assim chamadas igrejas. Neste caso específico, tentam aplacar a ira desta pseudodivindade com bajulações de mentira cantadas aos quatro ventos, sacrifícios monetários entendidos assim, visto não serem frutos do amor e da alegria, mas do medo e do interesse.

Reunir- se com a igreja nestes termos, é manifestar uma enorme cegueira espiritual, ao ponto de não mais conseguir fazer distinção entre Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e o Diabo. Quando entoamos cânticos ao Senhor e oramos ou ministramos com nossas almas repletas de medo, interesses e tangas, onde nossas ações são frutos de uma consciência coagida de escravos, a qual deuzinho estamos cultuando? Faço esta pergunta tendo em vista que esta atmosfera cúltica é incompatível com Jesus Cristo, pois onde a consciência do Amor se instala o medo é expulso (1Jo 4:18), e onde o Espírito do Senhor se faz presente a liberdade é lei. (2Co 3:17). Para mim, rejeitar isto é rejeitar a verdade.

Este amor à mentira é tão absurdo, que nem as consequências imanentes, que apontam para as fraquezas humanas, têm sido capazes de quebrantar o coração humano. Vivemos desta maneira teomânica como se fosse possível ao ser humano ter todo este controle em suas mãos; ainda que em um segundo momento a verdade a seu respeito fique exposta, lotando os consultórios que tratam dos angustiados, cardíacos, depressivos e afins.

Não quero listar estas doenças como estigma, pois é sabido que existem vários outros fatores que as causam. O que estou apontando é que mesmo em face da fragilidade humana exposta por elas, muitos ainda permanecem endurecidos e não aceitam sua realidade nua e crua de reles mortais, verdade esta que tentam desesperadamente negar, escondendo seus defeitos e propagandeando de forma marqueteira aquilo que entendem ser suas qualidades. Mas o que dizem as escrituras?

“Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo”.

Gálatas 6:3.

Para viver desta forma, o ser humano precisa fazer da mentira seu habitat natural, o engano passa ser o que chamamos de verdade. Fecha os olhos para o óbvio, para o fato mais evidente a seu respeito. Busca ignorar a conclusão mais lógica sobre si, o fato de que mesmo querendo ser Deus, simplesmente não é. Pelo contrário, é finito, frágil, inconstante e mortal. É pó, é humus, é humano. “Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Salmo 103:14.

(continua quinta-feira)

Na graça bruta que nos dá a boa notícia,

Alexandre.

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