Aprendizes de Cristo ou de Buda?

(Postagem que fiz no Facebook)

Nós damos risadas com as atrocidades e as canalhices feitas por líderes religiosos que se digladiam como escravagistas modernos em uma disputa mercantilista por almas incautas, que até o mais inescrupuloso fiel de Mamom, em seu culto capitalista teria receio em praticar. Nós, a igreja corpo de Cristo que está em todo lugar, dentro ou fora das instituições, tínhamos é que chorar como Jesus chorou por Jerusalém. Temos é que trançar um azorrague feito com a palavra de Deus e falar mesmo com coragem e expor que eles não são quem dizem que são. E que eles ao invés do sujo falar do mal lavado tinham, antes, é que se arrependerem. (Alexandre Chaves)

(Crítica de um leitor em resposta à postagem acima)

E nós? Somos quem dizemos que somos? Jesus não deu chicote na mão de ninguém até onde eu sei. (leitor)

Esta crítica me fez pensar em algumas questões que decidi compartilhar com vocês.

CORRE NEGADA

Fico pensando: Será que ser aprendiz de Jesus é algo meramente intelectual? Será que o aprendizado de Cristo é um convite a passividade? Será que aquilo que aprendemos com ele deve ser algo que funciona mais ou menos como uma informação nova que ocupa lugar em nossa mente, sem implicações com a práxis, como quem diz:

– Se Ele fez assim não significa que eu devo fazer igual?

Agindo assim não ferimos o sentido do discipulado? Será que a vida de Cristo em nós deve estar desvinculada da nossa humanidade que sente, chora, sofre e se alegra? Ou será que o ideal Cristão é a apatia? Penso que não, a apatia é o ideal de Buda e não de Cristo. Faço estas perguntas, pois às vezes é isto que percebo na fala de algumas pessoas, quando alguém ousa expressar comentários desfavoráveis contra a prática de alguns líderes evangélicos midiáticos. Sugerindo-nos que a mordaça que cala nossa boca deve ser nosso amuleto cristão, ou que nossos defeitos são empecilhos para apontar as virtudes de Cristo.

Estes não compreendem que o que falamos deve ser dito a partir de Cristo e não a partir de nós. A correção que vem em direção a mim ou a outrem deve ter como padrão Cristo e não quem quer que seja. Se eu estiver andando por um caminho equivocado e alguém quiser me alertar e me chamar ao arrependimento, deverá fazê-lo com base na vida de Cristo e não na sua própria vida. Pois ainda que sua vida esteja de acordo com Cristo no tocante a repreensão em questão, contudo Cristo é quem promove isto e não o indivíduo.

Com isto quero dizer que a crítica que fiz tem como base Jesus e Sua palavra e não minha justiça própria. Quem vos escreve é um ladrão, adúltero, mentiroso e fingido que acorda todos os dias olhando para Jesus, confessando a palavra de Deus que diz que tudo isto que sou morreu na cruz com Cristo; na esperança que o próprio Cristo sustente Sua palavra, e manifeste de forma milagrosa a Sua própria vida em mim. Isto de modo que todo mal é meu e toda bondade que alguém vir em mim é de Cristo. Eu sou o pecado de Cristo e Cristo é minha santidade. A respeito da crítica que fiz, não tenho autoridade própria para fazê-la, mas olhemos para aquele que tem toda autoridade nos céus e na terra e debaixo da terra e então vejamos se a crítica procede.

budsa cristo

Como aprendi com o “Brabo”, Jesus foi solidário com uma mulher que tentava matar sua sede da alma consumindo homens, estando no sexto marido. Foi acusado por ser amigo de pessoas que carregavam em suas vidas uma marca profunda de identificação com o pecado, comendo e bebendo com eles. Andou com agiotas, leprosos e funcionários públicos desonestos, sempre manifestando graça misericórdia, aceitação e amor.

Mas existiu uma classe que o tirou do sério, a classe dos religiosos, oportunistas e desonestos, que exploravam o povo em proveito próprio, ou que os aprisionavam e os adoeciam com suas ordenanças sem sentido. Com estes Jesus foi intolerante ao ponto de chamá-los de raça de víboras, sepulcros caiados, filhos do diabo e até usar de violência física.

Jamais cometeria uma violência física e nem estimularia tal conduta contra estes tais, pois entendo que isto não expressa a vontade de Jesus para nós enquanto discípulos. Entendo isto como aquilo que mais foi capaz de causar indignação em Jesus, por isto peço licença para indignar-me. O aprendizado de Cristo não é para os justos e perfeitos, antes Ele veio chamar os doentes e pecadores, dos quais eu disputo lugar com Paulo, me considerando o principal de todos os pecadores.

Por esta razão minha critica é fruto da minha indignação aprendida com Jesus, e jamais de minha justiça própria e perfeição, pois não as tenho. Minha justiça é Cristo e minha perfeição é Ele. Eu não tenho nada a não ser pecados, e a única coisa que tenho a oferecer a Deus é o sacrifício do Cordeiro. Mas, por favor, não queiram me tirar o direito de indignação usando como pretexto para isto a moral média-evangélica-aceitável, que cala a boca dos profetas como uma mordaça invisível e que, a meu ver, tem sido extremamente perniciosa para a igreja.

É justamente com isto que os inimigos da cruz de Cristo contam para poderem multiplicar-se e manter funcionando aquilo que fez com que Jesus se indignasse a tal ponto, a saber, nossas bocas caladas e nossa incapacidade de nos indignarmos com aquilo que indignou a Jesus. Que o Senhor levante seus profetas nesta nação, pois onde não há profecia o povo se corrompe.

Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade e da pureza que há em Cristo. Porque, se alguém vem e vos prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, de boa mente o suportais”! 2 Coríntios 11:3-4.

Na graça bruta que nos salva a todo instante,

Alexandre.

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