O Aprendiz: vontade e honestidade.

1.2 – Seja feita a tua vontade.

Se alguém quer vir após mim… Lucas 9:23. As escrituras não nos mostramJesus Cristo forçando ninguém ao discipulado, antes, conferia àqueles que eram candidatos a aprendiz de Cristo uma decisão moral livre, ou seja, para que o discipulado ocorresse de fato, o indivíduo teria que querer.

Caso o contrário não haveria discipulado. Isto é o que deixa claro Jesus quando diz: se alguém quer… sabemos que Deus pode todas as coisas e que suavontade não pode ser contrariada, afinal de contas ele é Deus. Mas Deus revelado em Cristo Jesus não violenta vontades, antes, revela-se um cavalheiro e, mesmo tendo todo poder, abre mão dessa condição para ouvir a vontade do fraco e saber se ele quer ser seu aprendiz para dar início ao discipulado.

TV Apprentice 4

1.3 – A honestidade da vocação.

Tendo como parâmetro ainda o texto de Lucas 9:23 podemos destacar outra característica importante que os evangelhos nos mostram como fator fundamental do discipulado. Esta característica está intrinsecamente ligada ao caráter de Jesus Cristo, o filho de Deus. Trata-se de sua honestidade em relação à vocação. Jesus não usa de expedientes de convencimento, nem fantasia ou recorre ao glamour que poderia representar um mestre como Ele: se dedicando à homens comuns com o objetivo de angariar mais discípulos, definitivamente não.

Antes, ele se apresenta como alguém desprovido de glória humana quando diz o filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça (Lucas 9:58). E antecipadamente a qualquer esboço do candidato, o real preço do discipulado é manifestado no Negue-se a si mesmo em Lucas 9:23 para que ninguém venha por engano, ou não possa avaliar corretamente o que uma resposta positiva ao discipulado significaria. Seguir a Cristo e seguir a si mesmo é uma impossibilidade. Muitas vezes obedecer a Deus significa desobedecer a nós mesmos, por isto não existe a possibilidade de ser discípulo de Cristo sem negar a si mesmo.

Negar nossos sonhos, projetos pessoais, conforto, popularidade, realização profissional, família e negar a própria vida; isto é somente para aqueles que não têm vida em si mesmo, aqueles cuja a vida é Cristo para que não haja glória no negar-se. Sobre isto D. Bonhoeffer disse:

Por isso: bem-aventurado! Jesus dirige-se aos discípulos (cf.Lc6.20ss). Fala aos que já estão sob o poder de seu chamado. Este chamado os tornou pobres, atribulados e famintos. Jesus os declara bem-aventurados, porém, não por causa de sua carência ou por causa de sua renúncia. Nem a carência e nem a renúncia são, por si só, causas da bem-aventurança.

Porém, motivo suficiente é o chamado e a promissão em conseqüência dos quais os discípulos vivem em carência e em renúncia. A observação de que, em algumas bem-aventuranças, se faz menção da carência, em outras, da renúncia consciente, ou ainda de certas virtudes dos discípulos, não têm importância.

A carência objetiva e a renúncia pessoal têm sua origem comum no chamado e promissão de Cristo. Nenhuma tem valor e direito a reivindicações por si só.

Na graça bruta d’Aquele que nos chamou, Alexandre.

PÁGINA NO FACEBOOK

Caso queira comentar, esta é a hora!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s