O Aprendiz: aprendiz de quem?

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Buscando uma observação criteriosa, além de toda diligência e cuidado, ainda que sem a pretensão de esgotar o assunto o qual nos dispusemos a estudar, voltaremos nosso olhar para os evangelhos. Queremos encontrar em Cristo, e nEle somente, a identidade do Deus da fé cristã, tendo Ele como referência, suas ações, falas e, também, diante da observação de escritos de alguns homens que fizeram a diferença em seu tempo e que contribuem ainda hoje para o bem estar da igreja.  Levantaremos algumas considerações sobre discípulo e discipulado, suas implicações e desdobramentos.

A partir de então caminharemos na direção de confrontar e contrapor as realidades encontradas nos elementos acima citados com a realidade vigente em nossos dias: o movimento cristão evangélico brasileiro. Analisaremos e questionaremos alguns modelos de Eclésia e líderes das mesmas, que são produto de uma lei de mercado que acaba por omitir algumas informações àqueles que são alvos de suas investidas para então torná-los membros de uma igreja dando-lhes as prerrogativas de cristãos, sem que isso denote obediência a Cristo de fato.

Tal modelo tem como objetivo o sucesso numérico e, como toda lei de mercado, o sucesso da marca para que possam se afirmar no mercado religioso, que por sinal é extremamente lucrativo. Lógico que com isso não queremos generalizá-los diante desta análise. Cada um entenda onde está colocado, mas não quero, por medo de falar e ser mal interpretado, permanecer calado diante do que vemos em nossos dias. Questionaremos alguns procedimentos que nos parecem fundamentais para um bom entendimento da realidade, bem como o que significa ser um discípulo de Cristo. Por isto questões como a identidade de Deus e fé mereceram alguma atenção nesta obra.

Por último, buscaremos levantar sugestões para a igreja dos discípulos em relação aos desafios levantados, no sentido de mudar esta realidade e de se posicionar frente à injustiça, a mentira, a opressão e a morte por parte de alguns que dizem ser o que não são.

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1.1 – O logos divino, a base para o aprendiz.

Com um olhar focado nas Escrituras buscaremos destacar as realidades encontradas que demonstram o pensar neotestamentário sobre o discipulado. O novo testamento nos revela que no início do discipulado existe um elemento fundamental para que o discipulado ocorra na prática. Este elemento, porém, é posterior à vocação e ao logos da vida, que nos confere o dínamo (capacidade; possibilidade) para exercer uma resposta a esta vocação. Tendo como fato incontestável que a palavra de Deus, sendo pronunciada, é a geradora primária de todo o movimento discipulador.

Podemos destacar então este como o grande motivo pelo qual faz-se necessário observarmos, antes do discípulo e do discipulado, a palavra de Deus sendo proferida: Disse-lhes Jesus: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Mateus 4:19. E, sem a qual, os outros dois, discípulo e discipulado, não existiriam. Só então, posteriormente ao logos, tem início todo o processo discipulador pois, sem a vocação divina, não há discipulado.

Posteriormente à vocação de Deus surge, então, o elemento indispensável que citamos acima. Este elemento é o segundo fator essencial para que a dinâmica do discipulado entre nesse movimento. Podemos percebê-lo no evangelho segundo Lucas, capítulo 9, verso 23. Trata-se da transposição de uma ação monérgica da vocação em si, feita por Deus, para uma ação sinérgica, que envolve agora a pessoalidade do discípulo, onde lhe é dada a liberdade de expressar sua vontade dentro do processo do discipulado.

Na graça bruta, Alexandre.

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