o diabo da alma: culpa.

guilt

Depois da queda, como conseqüência do seu desejo de ser perfeito e de ser deus, instalaram-se no ser humano todos os ingredientes necessários para o surgimento da loucura. A expectativa da perfeição, ou seja, a obsessão teomaníaca pela inerrância aliada ao fato do homem, em sua natureza caída estar inexoravelmente sujeito ao erro, acaba por produzir uma esquizofrenia básica e um senso de culpa – esta culpa é o diabo da alma.

Existem culpas reais, culpas neuróticas e culpas autoexpiatórias, as quais surgem como tentativas de autopurgação. Isto acontece porque o ser humano ficou tão adoecido em sua pretensão soberba de ser perfeito e viver por si mesmo que até mesmo quando ele experimenta a Graça de Deus, mediante a fé e a pacificação da alma trazida pela boa notícia de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, ele acaba por sentir culpa por esta paz.

Seja qual for a culpa, para todas elas o sangue de Jesus Cristo vertido na Cruz do Calvário é suficiente e eficiente para nos purificar a consciência, a alma e o espírito: muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! Hebreus 9:14. Para que estas culpas não nos penalizem nos deixando enfermos e infrutíferos, a única via que temos é a fé, a confiança simples no amor de Deus manifestado em Jesus Cristo e em sua obra na Cruz.

Como alguém já disse:

– O que posso eu fazer, se o único que poderia me condenar resolveu me defender?

Portanto, constituo Deus meu Advogado contra Deus, C.F. É mediante esta Graça e este amor que nos constrange que podemos nos entender como novas criaturas, criadas em Cristo Jesus para as boas obras, as quais, o Pai de amor já preparou com o propósito e objetivo de andarmos por elas. É neste amor extravagante, louco e inexplicável e em sua Graça, que faz todas as coisas de antemão, que temos a única e legítima motivação para andar em santidade e em serviço alegre e frugal, que é o amor.

Portanto, esse andar não pode se realizar por culpa, interesse, medo, vergonha ou obrigação. Pois tudo o que é feito nestes termos não pode ser aceito por Deus, pois a base motivacional é rota e tira todo senso de verdade do que somos e fazemos. Deus só considera aquilo que é feito em amor, liberdade e verdade, fora disto não passa de uma letra velha batendo na ventania como nos ensina 1° Coríntios 13. É impossível de ser aceito pois o perfeito amor lança fora todo o medo e Deus é amor.

Se Jesus disse que o seu fardo é leve e o seu jugo é suave, por que devemos andar pesados e sobrecarregados? Em outras palavras, se o fardo é leve, por que estou cansado? Quando isto acontece é sinal de que ao invés de estarmos olhando para o Cristo de Deus, de fato, estamos olhando para um ídolo exigente e sem amor que carrega o nome de Cristo que tem a semelhança de homens caídos, posto que criados pelos próprios homens: o Cristo das religiões.

Que o Pai nos dê fé para crer no escandaloso brado do Evangelho encarnado que disse:

Está consumado! João 19:30.

Que o Pai nos dê fé para que, descansados na verdade consumada de que nenhuma condenação há sobre a vida daqueles que perderam suas vidas em Cristo, possamos viver a Vida dAquele que vive em nós. Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:20.

Na graça bruta, Alexandre.

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