a graça que nos faz trabalhar e o trabalhar da graça em nós. I

trabalhar da graça

Os dias passam, os tempos mudam, e o que podemos perceber quando dedicamos um pouco mais de nossa atenção à palavra de Deus, é o fato de que, após cerca de 4000 anos de historia, tendo como base a saída do povo hebreu do Egito, a maneira como o usurpador do trono do mundo age em relação àqueles a quem Deus quer libertar, permanece a mesma.

Se olharmos para o texto do Êxodo capítulo 5 onde esta passagem bíblica é relatada, descobriremos que diante da Palavra de Deus trazida por Moisés a faraó – palavra esta que consistia de uma ordenança para que faraó promulgasse a libertação do povo hebreu do domínio egípcio – poderemos perceber que a resposta de faraó é sintomática. Para entendermos melhor o que estamos querendo dizer, precisamos fazer algumas associações. No contexto bíblico, o Egito representa o sistema escravizador do mundo. Faraó, por sua vez, tipifica Satanás, aquele que exerce sua tirania sobre o mundo, escravizando as pessoas. E Moisés é um tipo de Cristo, o Libertador.

Quando Moisés fala as palavras de Deus a faraó: “Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.” Êxodo 5:1, surge então, a resposta do que falamos no parágrafo anterior, como sendo um sintoma daquilo que se repete ao longo da história. Faraó responde o seguinte:”Agrave- se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não deem ouvidos a palavras mentirosas.“Êxodo 5:9.

Não sei se você que me lê, consegue perceber o que estou querendo dizer. Hoje em dia a situação não mudou. Quando analisamos os alicerces que sustentam o mundo (Egito), e a maneira que o inimigo de nossas almas (satanás), continua agindo, ainda hoje, para impedir que a palavra de libertação e de alegria trazida pelo nosso libertador (Cristo), da parte de Deus, nos alcance, vemos que o seu modo de agir continua o mesmo:”…Agrave- se o serviço sobre esses homens…”.

Sabemos que o arsenal do inimigo da vida é variado, não queremos ser ingênuos e suscitar a ideia de que seja o único. Contudo, não podemos negar que uma de suas armas mais eficientes, continua sendo o ativismo e a sobrecarga de trabalho. Vivemos num mundo agitado, competitivo, inóspito, violento e exaustivo. As pessoas, devido às suas intensas atividades profissionais ou não, vivem cansadas, estressadas e nervosas. A palavra de Deus já havia nos advertido sobre isto.

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis”.

2 Timóteo 3:1.

A primeira questão sobre a qual queremos refletir neste texto é o fato de que a escravidão no mundo é a sua atmosfera. Faz parte de sua constituição, está na forma do mundo ser mundo. Por esta razão, o trabalho é sempre um valor no mundo, para que os escravos se sintam valorizados, ainda que em meio aos grilhões. Quando entendemos isto, começa a fazer sentido a fala do povo liberto a caminho da terra prometida, exaltando a terra da escravidão e suas benesses em detrimento da liberdade, da promessa divina e do sustento dado por Deus. “Falou o povo contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para morrermos no deserto? pois não há pão e não há água; e a nossa alma tem fastio deste miserável pão”. Números 21:5.

Podemos admitir que as pessoas que vivem no mundo estão sujeitas às regras do jogo, e por isso conseguem encontrar sentido lógico para o mundo tal como ele é. Porem, quando somos libertos, transportados do império das trevas para o Reino de Cristo, nossa maneira de ver todas as coisas e valorizá-las, deve também sofrer transformações condizentes com a mudança de reino. O que não é cabível é quando os filhos de Deus vivem no reino de seu Pai como se vivessem no Egito, como escravos.

Mas, como pode ser isto? Isto só é possível à medida que nos deixamos envolver pela rapidez, pelo barulho e a forma de ser do mundo, e começamos a ter prejuízo no que diz respeito à comunhão com a palavra de Deus. Quando isto acontece, passamos a viver pela lógica e sabedoria humanas, e não pela fé no que Deus diz em sua palavra. “Respondeu Jesus: Não provém o vosso erro de não saberdes as Escrituras, nem o poder de Deus”? Marcos 12:24.

O que podemos constatar, e isto dentro das Igrejas; são pessoas sofrendo, ou que sofrerão a médio e longo prazo, por não dar ouvidos à palavra de Deus. Vemos muitas pessoas vivendo no ambiente das igrejas, contudo, não vivendo na dimensão do Reino de Deus. Por esta razão, continuam norteando suas vidas com valores até bons do ponto de vista moral, mas ainda assim, valores mundanos, que no fundo servem para exaltar o homem que faz do seu braço a sua força, enquanto a palavra de Deus diz: “É inútil que madrugueis, que tarde repouseis, que comais o pão de dores: aos seus amados ele o dá enquanto dormem”. Salmos 127:2.

(continua quinta-feira)

Na graça bruta, Alexandre.

PÁGINA NO FACEBOOK.

Caso queira comentar, esta é a hora!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s