cristãos a partir de Cristo II

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(continuação…)

Poderíamos citar vários exemplos deste contexto que antecede a afirmação de Jesus sobre o vinho novo, mas vou citar apenas mais um, a vocação de Levi. Jesus depois de ensinar, curar o leproso, o paralítico expulsar demônios, realizar maravilhas, crescer em fama, sendo ostensivamente vigiado pelos fariseus resolve, numa ação explicita do vinho novo, se aproximar de um publicano chamado Levi, caminhar com ele e aceitar participar de um banquete em sua casa com seus amigos.

Para o vinho velho isto é uma afronta. Tal misericórdia e compaixão, tal manifestação de aceitação e expressão de amizade com alguém sem a mínima reputação religiosa, cercado de pecado e de pecadores, não pode ser de Deus. Deus jamais comeria com alguém assim e jamais amaria alguém como Levi e sua corja. Afinal de contas o deus do vinho velho não bebe vinho. O deus criado pela religião, o deus da tradição religiosa do “não amor”, veio para os justos e perfeitos, enquanto o Deus revelado em Cristo Jesus diz;

“…Eu não vim chamar justos e sim pecadores, ao arrependimento.”

Lucas 5:32

Jesus no capitulo 5 de Lucas entre os versos 27 e 39, deixa claro a incompatibilidade que há, entre tudo que Ele é e representa, e seu acondicionamento ao velho sistema. Querer ser cristão e andar de mãos dadas com o sistema religioso do mundo é o grande erro do cristianismo. Querer interpretar o vinho novo, o evangelho, de maneira a conformá-lo com o odre velho da lei, do judaísmo, do paganismo e da coerência com a sabedoria deste mundo é um erro.

Quando agimos deste modo, promovemos tudo aquilo que inviabiliza a interpretação do cristianismo a partir de Jesus Cristo nestes dois mil anos de história, para as instancias acima citada; Cristo é escândalo e loucura. “…Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, loucura para os gregos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.”1Cor 1:23 e 24.Esta realidade fica explicita em Pedro.

No capitulo dez de atos, a palavra de Deus nos fala sobre Cornélio, centurião descrito como piedoso e temente a Deus. Cornélio era romano, gentil, alguém que pertencia aos inimigos do povo de Deus, que não guardava o sábado, nem frequentava as sinagogas judaicas e que, segundo o vinho velho da religião era um maldito, pois estava escrito “Maldito todo aquele que não permanece em todas estas coisas escritas no livro da lei, para cumprir.” Gálatas 3:10b

Cornélio instruído pelo anjo, manda chamar a Pedro, para que viesse à sua casa anunciar o evangelho. Neste meio tempo o Pai deu uma visão a Pedro: um lençol com toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu, determinando que fossem mortos e que os comesse, mas Pedro respondendo disse: “…De modo nenhum Senhor! Nunca comi coisa alguma comum ou imunda.”Atos 10:14 Deus então começa a ensinar a Pedro que as coisas mudaram, que agora é o tempo do vinho novo e que não dá mais para interpretar o novo a partir do velho. “…Não faças tu comum ao que Deus purificou” Atos 10:15

O nosso problema hoje, dois mil anos depois do início do cristianismo é o mesmo de Pedro no começo da igreja. A interpretação que fazemos do evangelho, ainda hoje, não parte do novo que é Cristo, mas sim, do vinho velho da religião. Pedro mesmo depois da instrução da visão, ao chegar à casa de Cornélio, não se sentiu confortável para entrar em sua casa.

“Disse-lhes: Vós bem sabeis que não é licito a um judeu ajuntar-se, ou chegar-se a estrangeiros. Mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo.”

Atos 10:28

Pedro era discípulo de Jesus, andou com Cristo, estava em Samaria quando Jesus conversou com uma mulher samaritana. Depois permaneceu em Samaria ainda dois dias, hospedado pelos samaritanos, amigos da mulher. Viu como Jesus entrou na casa de Levi, um publicano, como Jesus e seus discípulos comeram e beberam com os publicanos e pecadores. A pergunta é: Por que tamanho desconforto em entrar na casa de Cornélio? A resposta é simples, porque Pedro queria colocar vinho novo em odre velho. Sua interpretação do evangelho não era feita a partir do novo que é Cristo, mas a partir da caducidade de sua religião.

Quando olhamos para a história do cristianismo, talvez tenhamos que dar razão ao Dr. Purin. Hoje, o que podemos perceber é uma interpretação do evangelho que tem como mestres os expoentes da tradição religiosa “do não amor”, dos amantes da lei que crucificaram a Jesus, além dos mestres da Babilônia, que se deleitam em suas mistificações, cheios de ganância. Carecemos de uma interpretação do cristianismo, que tenha como mestre Cristo e Ele somente. Talvez este seja o momento histórico apropriado para o reinicio da interpretação Cristã. “…Este é meu filho amado, em quem me comprazo. A Ele ouvi!” Mateus 17:5

Alexandre.

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